Terapêutica em insuficiência coronariana

  Uma vez estabelecido o diagnóstico da condição coronariana do paciente, levando-se em conta suas características e particularidades (idade, condições clínicas gerais, nível de atividade física e laborativa), um dentre os três caminhos descritos é necessariamente escolhido para a condução do caso.

 

Tratamento clínico:

 

 

Abordagem percutânea:

 

 

Abordagem cirúrgica:

 

  Consiste da administração de medicamentos que promovem melhor irrigação do músculo cardíaco. Nitratos e bloqueadores dos canais de cálcio (dilatadores coronarianos). Aspirina para diminuir a coagulabilidade do sangue. Beta-bloqueadores que diminuem a tensão miocárdica, frequência cardíaca e pressão arterial, diminuindo o consumo local de oxigênio. O sintomas tendem a diminuir ou se estabilizar.

   Juntamente com esta e as outras abordagens, deve ser feito o controle dos fatores de risco no sentido de desacelerar o progressão da aterosclerose coronariana. A hipertensão deve ser controlada, o diabetes deve ter acompanhamento rigoroso, as taxas de colesterol e triglicérides devem ser abaixadas, o tabagismo deve ser abandonado, atividade física regular deve ser orientada, o peso ideal deve ser alcançado e o estresse, na medida do possível, melhor administrado. Se o evento cardíaco estiver relacionado ao uso de drogas, programa de recuperação deve ser indicado.

  Percutâneo significa 'através da pele'. São técnicas de intervenção invasivas, porém numa escala muito menos traumática, quando comparadas à cirurgia.

  A melhora  nas condições  de circulação coronariana se dá de forma física através de cateteres com diversos princípios da ação em sua extremidade. O procedimento de angioplastia transluminal coronariana é muito semelhante ao da cineangiocoronariografia, porém com finalidades terapêuticas e não mais diagnósticas. A desobstrução das coronárias é feita com várias técnicas: balões, stents, cortadores direcionais e rotacionais, laser, uso de radiação e liberação local de drogas. O sucesso imediato é muito alto e a taxa de complicações, baixa.  O período de hospitalização é de 3 dias em média, o retorno às atividades habituais ocorre em cerca de uma semana após a alta. 

  Existe ainda a perspectiva da angiogênese e da revascularização transmiocárdica, em casos graves onde até a indicação cirúrgica é evitada.

  Atualmente reservada para os casos de comprometimento mais difuso, a cirurgia de revascularização miocárdica é feita visando criar caminhos alternativos para a passagem do sangue. São chamadas popularmente de pontes. Os vasos mais utilizados para esse fim são as veias safenas, as mamárias, ou artérias torácicas internas, e as artérias radiais. A melhora clínica e o aumento na sobrevivência dos pacientes é documentada, porém esta alternativa traz consigo os inconvenientes da anestesia geral, da circulação extracorpórea (aparelho que substitui o coração e os pulmões durante o ato cirúrgico) e dos períodos de internação e reabilitação mais prolongados. Deve ser mencionado que, assim como a angioplastia, não constitui solução definitiva, sendo que novos procedimentos de revascularização podem ser indicados em períodos variáveis de tempo, pela progressão da doença que pode atingir novos vasos, assim como as pontes implantadas. O controle clínico é fundamental na desaceleração do processo.

     

   [Topo da página]                                  [Índice]                                 [Centros de referência]

[Outras opções de tratamento]

 

               As perguntas ou problemas relativos a este site da Web devem ser dirigidos a oeboli@uol.com.br 
                                        Copyright © 2000 Ebolicardio.  Todos os direitos reservados.
                                                   Última modificação: Terça, 9 de Maio de 2000.