INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO 
Infarto é o distúrbio circulatório decorrente do fenômeno da isquemia
(do grego "pouco sangue"). Agudo se refere à instalação
abrupta da condição. Miocárdio quer dizer músculo cardíaco, o
elemento predominante no órgão

O coração bombeia o sangue oxigenado pelos pulmões para todo o organismo
através da maior artéria de nosso corpo, a aorta. Logo em seu
início, a aorta emite seus dois primeiros ramos, as coronárias,
responsáveis por devolver parte do sangue ao órgão, nutrindo-o. Quando
existe um desbalanço entre o requerimento de sangue e seu fornecimento,
instala-se o quadro de insuficiência coronariana. Em graus extremos,
tal alteração leva ao infarto.

O desbalanço entre o requerimento e fornecimento de sangue ao músculo
cardíaco ocorre de duas formas; por aumento no requerimento ou por deficiência
no fornecimento, sendo a segunda mais frequentemente relacionada às
complicações.

As coronária são pequenas artérias (1,5 a 4 mm de diâmetro em média),
com paredes musculares e contráteis. A redução no fornecimento de sangue
ocorre basicamente por três mecanismos em interação. Os espasmos,
reduções abruptas do diâmetro pela contração das paredes. Trombose: o
sangue fica "grosso", formando "tampões" e impedindo o
fluxo através das artérias. E a formação de placas no interior das
coronárias, que diminuem progressivamente o fluxo, também denominadas
ateromas.

Com o fluxo coronariano diminuído
ou até interrompido, o tecido entra em sofrimento. Nesta fase geralmente
começam a surgir os sintomas. Se a condição se prolongar, começa a
ocorrer a morte das células do miocárdio e alterações na função global do
órgão. Por isto se diz em cardiologia: "Tempo é músculo!",
referindo-se à necessidade de rapidez na reversão do processo.

Estas questões são
multifatoriais e serão abordadas em nossos Tópicos de
Interesse e em Fatores de risco da doença
coronariana.