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| Pronto-socorro |
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| Sinais
de alerta |
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Nem toda a dor
torácica deve ser encarada como sintoma de isquemia ou início de
infarto, porém, em pessoas que concentram fatores
de risco de forma importante, uma dose a mais de atenção pode ser
bem vinda.
Como já foi mencionado, o quadro de angina
pectoris, mesmo estando ausente em boa parte dos casos, é
bastante sugestivo de que o indivíduo corre um risco aumentado de
sofrer um infarto. Dor à esquerda ou no meio do peito (retro-
esternal), do tipo "peso", "aperto" ou "
queimação", com irradiação para braços, dorso, pescoço e
mandíbula, acompanhada de falta de ar, suores, náusea ou palidez, que
tenha sido desencadeada por esforço físico, emoção, frio ou
alimentação excessiva e que seja persistente ou aumente em
intensidade, merece ser melhor investigada. O local mais indicado para
isto é o pronto-socorro. Se a condição geral do paciente estiver
muito deteriorada, o ideal é acionar serviço de remoção
(ambulância).
Reforço aqui que, se a
combinação de sintomas e fatores de risco for consistente, não se deve
adiar a decisão de procurar ajuda especializada. Em caso de confirmação
do infarto, quanto mais precoce for a intervenção médica, menor o dano
cardíaco e o risco ao paciente. "Tempo é músculo
(cardíaco)!"
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| Porta
de entrada |
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Ao dar entrada no
serviço, o paciente estável é avaliado pelo plantonista, que após a
entrevista inicial com ênfase nos sintomas e fatores de risco, pode
lançar mão de eletrocardiograma e coleta de sangue para a dosagem das
enzimas cardíacas, que se elevam com a ocorrência de infarto. De posse
destes dados, o médico tem condições de fechar ou descartar o
diagnóstico e decidir pela conduta mais adequada. |
| Condutas
frente ao infarto e à isquemia miocárdica |
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Visam evitar a
progressão do dano e revertê-lo na medida do possível. Para tanto,
após a internação do paciente, inicia-se a administração das
medidas de suporte com drogas vasodilatadoras, anticoagulantes,
antiarrítmicas (se necessário), sedação e analgesia. No sentido de
tentar desobstruir a coronária responsável pelo infarto dentro das 12
primeiras horas do início dos sintomas, deve ser indicado o uso de
trombolíticos (drogas que "dissolvem" os trombos nas
coronárias) ou a realização de cinecoronariografia
com possível angioplastia, se houver
infra-estrutura disponível. Ambas as opções devem levar em conta o
contexto e as possíveis contra-indicações de cada paciente.
Pacientes mais instáveis necessitarão
de medidas de suporte mais efetivas e decisões terapêuticas
individualizadas.
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[Índice]
[Infarto do miocárdio]
[Avaliação diagnóstica]
[Opções terapêuticas]
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